
DBS na Doença de Parkinson
A Estimulação Cerebral Profunda – conhecida pela sigla DBS (do inglês Deep Brain Stimulation) – é um tratamento cirúrgico moderno que atua como um “marca‑passo” para o cérebro. Por meio de eletrodos bem finos, colocados em regiões no cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos, o sistema envia pulsos elétricos suaves que regulam a atividade dos neurônios.
Benefícios da DBS
A estimulação cerebral profunda é uma das intervenções mais eficazes para pacientes com doença de Parkinson quando existem sintomas como flutuações motoras e disicnesias ou tremor refratário.
Entre os benefícios da DBS, podemos destacar:
Redução significativa dos tremores e movimetnos involuntários
Melhora na rigidez e lentidão dos movimentos
Diminuição da necessidade de medicamentos
Como é feita a estimulação cerebral profunda?
O procedimento consiste em um implante de eletrodos muito pequenos em pontos específicos do cérebro, geralmente em núcleo subtalâmico ou em globo pálido interno. Os eletrodos são conectados a um neuroestimulador, chamado também de marca-passo cerebral. Este, em geral, é implantado no peito, abaixo da clavícula. Todo o sistema fica discretamente debaixo da pele. Nada fica exposto ou visível, apenas sentido no toque. Quando o sistema é ligado, a estimulação elétrica modifica o funcionamento dos neurônios à sua volta, aliviando os sintomas como tremores, movimentos involuntários e rigidez.
Quais são os benefícios da estimulação cerebral profunda?
Com a estimulação, sintomas motores e alguns não motores da doença de Parkinson são reduzidos. O tremor, a rigidez, a lentidão dos movimentos e os movimentos involuntários melhoram consideravelmente. A estimulação cerebral também potencializa o efeito das medicações. Por isso, os pacientes que fazem a cirurgia de estimulação cerebral profunda têm uma redução, em média, de 50% das medicações. Consequentemente, conseguem diminuir os efeitos colaterais causados pela levodopa, a principal medicação no tratamento do Parkinson. Em menor grau, o equilíbrio, a marcha e a fala também podem ser beneficiados. Isto permite que o paciente fique mais ativo, pratique atividade física e realize terapias de reabilitação, o que aumenta de modo importante seu bem-estar e sua qualidade de vida.


